Durante nove meses, mais de 700 pescadores, marisqueiras e outros trabalhadores ligados à pesca participaram de diálogos em grupo e pesquisas individuais realizados ao longo de todo o alinhamento do projeto. Trata-se de um processo importante na implantação do VLT do subúrbio voltado à promoção da inclusão e acessibilidade ao modal.

A implantação de um novo sistema de transporte traz grandes mudanças à rotina das pessoas, sobretudo àqueles que de alguma forma possuem uma relação direta com ele. Esse é o caso dos pescadores e marisqueiras que trabalham ou residem em diversos bairros do subúrbio ferroviário de Salvador e região metropolitana. O antigo trem fazia parte de suas rotinas e, por isso, suas necessidades estão sendo atentamente estudadas pelos engenheiros que assinam o empreendimento.

Atenção através do diálogo

Equipe social em atuação no Porto das Sardinhas. Foto: Instituto IDEIAS

A Skyrail Bahia, com apoio do Instituto IDEIAS e do Governo do Estado da Bahia, elaborou uma metodologia que permite conhecer a forma de trabalho dos pescadores e marisqueiras e favorece a construção de uma relação mais próxima e transparente com esse público. Após um mapeamento das entidades representantes da pesca e mariscagem presentes na área de influência do projeto, reuniões foram realizadas para que, juntos, os pescadores e marisqueiras proponham soluções de acessibilidade, a serem avaliadas para a implantação do VLT, além de conhecerem detalhes do projeto, apresentados pela equipe social e de engenharia da Skyrail Bahia.

Também foram feitas pesquisas individuais, para que fosse possível entender as necessidades de cada pescador e marisqueira. Durante nove meses, as equipes de assistência social estiveram disponíveis em diversos bairros e comunidades, recebendo os entrevistados nos plantões sociais e realizando pesquisas ativas, inseridos na rotina e acompanhando sua realidade.

 

No Porto das Sardinhas, tradicional reduto de pescadores e marisqueiras a ação obteve bons resultados: “Conseguimos com o quórum dessa atividade mapear detalhes da rotina de pescadores cooperados e independentes, o que é muito importante para que possamos inserir no projeto soluções que atendam a este púbico. Precisamos de soluções desenvolvidas especialmente para a realidade que apuramos a partir deste trabalho”, comenta Ângela Santos, técnica social da Skyrail Bahia responsável pela atividade.

Balanço positivo

Ao final de cada um dos 12 encontros, que ocorreram em 12 entidades de pesca, os participantes avaliam, de modo anônimo, a atividade realizada. Até agosto de 2021, 93% das pessoas aprovaram os diálogos. Todas as ações foram planejadas de modo a permitir que, apesar das restrições da pandemia, as atividades pudessem alcançar o maior número possível de pessoas.

Diálogo com pescadores e marisqueiras na comunidade da “Prainha”. Foto Divulgação Skyrail Bahia

Trata-se de uma oportunidade para que pescadores e marisqueiras possam apresentar suas dúvidas, opinar e contribuir diretamente para o processo de implantação do VLT.  “Esse é um número que mostra que estamos no caminho certo para consolidar um projeto que consiga, de fato, atender a esse público do subúrbio ferroviário de Salvador, tão importante para nós”, comenta Marcus Peixoto, gerente de Comunicação e Social da Skyrail Bahia.

Nos próximos meses a empresa fará reuniões com os representantes das entidades de pesca para apresentação dos resultados. Mas, as ações de diálogo seguem com outros públicos importantes para o projeto.